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Artesãs transformam resíduos do sururu em biojoias na Barra de São Miguel (AL)

Na Barra de São Miguel, no litoral sul de Alagoas, um projeto tem reunido sustentabilidade, geração de renda e valorização cultural. A iniciativa é conduzida por Shirlei Alencar, artesã do Shia Studio, que utiliza resíduos do sururu e das cascas de maçunim como base para a produção de biojoias.

A proposta se desenvolveu a partir da participação de Shirlei em um edital da Lei Aldir Blanc, que possibilitou a realização de oficinas de macramê com marisqueiras da comunidade da Reserva Palateia. Os encontros têm incentivado o aproveitamento de materiais antes descartados para a criação de peças artesanais.

As marisqueiras, que tradicionalmente dependem da maré como única fonte de renda, passaram a ver nos resíduos uma nova possibilidade de trabalho. “Vejo o encantamento das pessoas ao perceberem os resíduos se transformando em arte. O objetivo é que essas mulheres também tenham outras alternativas de geração de renda além da maré”, afirma Shirlei.

O projeto acontece na Reserva Palateia, área de 748 hectares de manguezais localizada entre os municípios de Barra de São Miguel e Roteiro. A reserva abriga a maior produtora de ostras do estado, o Projeto Caçadores de Mel e comunidades que mantêm práticas tradicionais ligadas ao ambiente costeiro.

Cada peça criada pelas artesãs carrega um pedaço da história local. Das conchas que o mar devolve às fibras naturais retiradas de forma consciente, o que nasce é mais do que um acessório. São símbolos de cuidado, identidade e respeito ao meio ambiente.

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