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David Gilmour ao vivo no Circus Maximus em Roma

Por Manu Mariz

Vou falar de um assunto um pouco diferente, pois eu aconselho a experiência. Cinema é um canal que abraça a toda forma de arte. A qualidade de som, de imagem, o cheiro das poltronas de couro, o friozinho… Tudo está disposto a nos fazer passar por emoções de todos os tipos imagináveis e isso já vem sendo explorado há um tempo pelos empresários de cinema para além dos longas e curtas, sejam eles documentários, fantasia ou romances.

O cinema já tem passado episódios de séries, finais de campeonatos de futebol e também shows de música. Hoje venho aqui falar desta última opção. Apesar de o mês nos presentear com o _series finale_ (último episódio da série) de Downtown Abbey, minha atenção na programação foi mesmo chamada pelo show em Roma de David Gilmour, aos seus 79 anos, guitarrista e vocalista da banda britânica Pink Floyd, somente disponível por dois dias, uma sessão por dia.

Eu já havia passado por essa experiência ano passado indo pro cinema ver o show de Roger Waters, que também já foi o principal guitarrista e vocalista da mesma banda e, como fã que sou, não poderia perder. Já que não posso vê-los ao vivo, sou muito grata por essa oportunidade de vê-los assim, nitidamente e em alto e bom som.

Há quem diga até que é melhor ver assim do que no show ao vivo porque, se você não pode pagar para ficar bem perto, não vê bem seu(s) ídolo(s) nem vê performances nem nada. De certa forma, concordo. Claro que ver a pessoa, mesmo de longe, ao vivo, é uma grande emoção, mas ver um show editado te dá a chance de seguir cada detalhe, o toque nos instrumentos, a expressão facial e corporal, os demais integrantes da banda, o que se passa na tela, tudo!

É uma experiência excepcional! Super indico a todos que vejam seus artistas no cinema. É uma limpeza emocional, não dá vontade nem de ir embora, ficamos tristes ao acabar. Parece que estamos sentados lá mesmo no show, participando de tudo e arrodeados de pessoas que curtem o mesmo que você. É uma energia arrebatadora, um carregamento de bateria para seguir com a vida. Viva a boa música, viva a arte, viva o cinema!