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O efeito celebrity: o encontro entre fama e território

Quem nunca sentiu vontade de conhecer um lugar depois de ver uma celebridade postando uma foto ali? Pode ser uma praia, uma cidade pequena ou até aquele restaurante escondido. O fato é que o turismo também nasce do afeto, e, hoje, grande parte dele começa nas redes sociais.

O chamado efeito celebrity é simples: quando uma pessoa famosa compartilha uma experiência de viagem, o destino ganha luz. Lugares que antes passavam despercebidos começam a aparecer nas buscas, nas conversas e, de repente, entram para a lista de desejos de muita gente. Não é mágica. É alcance.

Um exemplo bem próximo é o da paraibana Juliette. Desde que ganhou projeção nacional, ela nunca escondeu o orgulho das próprias raízes. Falou da Paraíba, cantou Chico César, exaltou a cultura nordestina e, sem grandes discursos, ajudou a despertar curiosidade sobre o estado. Tanto que recebeu o título vitalício de embaixadora do turismo de Araruna, reconhecimento pelos gestos e ações em favor do município. Durante o BBB 21, imagens de Juliette no Parque Estadual Pedra da Boca, em Araruna, foram publicadas nas redes sociais pela sua equipe. O resultado veio rápido: repercussão, compartilhamentos e um aumento significativo na procura pelo local nos sites de busca.

E nem sempre isso tem a ver com gostar ou não da celebridade. Às vezes, a pessoa nem acompanha, mas a informação chega. O destino circula, aparece, desperta interesse. Nesta semana, por exemplo, Juliette iniciou uma viagem pelo interior da Paraíba ao lado do estilista Ronaldo Fraga, passando por Ingá, Boqueirão, Cabaceiras e Monteiro. Um roteiro que vai além da foto bonita: tem conversa com moradores, troca com artesãs e atenção à cultura local.

Não por acaso, sites e páginas especializadas rapidamente repercutiram a visita, ampliando ainda mais a visibilidade das vivências de cada região. É nesse ponto que o turismo ganha outro sentido: quando a visita deixa de ser apenas passagem e vira encontro. Quando o famoso não é só vitrine, mas ponte.

Claro que existe o risco do turismo apressado, aquele que transforma lugares em cenários descartáveis. Mas também existe a chance de fazer diferente. De usar a visibilidade para valorizar o que já existe, fortalecer quem vive ali e estimular um olhar mais cuidadoso sobre o destino.

No fim das contas, o turismo que realmente fica não é o que viraliza, é o que cria vínculo. E, quando isso acontece, pouco importa se o impulso veio de uma celebridade ou de um simples desejo. O que conta é a forma como a história é contada… e vivida.

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