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Pilar vira cenário de cinema com gravações do filme “Totonha” no Engenho Corredor

O município de Pilar iniciou 2026 com a cultura em evidência ao se tornar cenário do filme Totonha. As gravações ocorreram entre os dias 13 e 17 de janeiro no histórico Engenho Corredor, reunindo uma equipe de mais de 40 profissionais entre elenco e técnicos. A produção reforça o potencial da cidade como polo de produções audiovisuais no interior da Paraíba.

O filme conta com nomes consagrados da cena cultural paraibana, como Zezita Matos e Fernando Teixeira. A trama retrata a história de Totonha, uma mulher negra escravizada no século XIX. A narrativa aborda o período anterior à garantia da liberdade, destacando as crenças, os costumes e a resistência de um povo que lutou até alcançar a emancipação. A obra propõe um olhar sensível sobre as marcas da escravidão, valorizando a memória e a identidade cultural negra.

O roteiro foi desenvolvido por Bruno Vinícius Miranda e Jonathan Leite, ambos naturais de Pilar. A presença de profissionais locais reforça o papel da cidade como espaço criativo e formador de talentos. Os recursos para a realização do projeto foram captados pela Fundação Menino de Engenho de Pilar, gerando um impacto de aproximadamente 100 mil reais na economia local. O investimento beneficiou diretamente os setores de hospedagem, alimentação, transporte e serviços.

A produção contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Pilar, por meio das Secretarias de Turismo e de Cultura. Além de impulsionar a economia, a transformação do Engenho Corredor em set cinematográfico ajuda a projetar o município no mapa do audiovisual nacional, unindo história e identidade.

Patrimônio e inspiração literária

Além de local de filmagem, o Engenho Corredor é reconhecido nacionalmente por sua importância histórica. O local possui tombamento aprovado pelo Iphan, preservando o conjunto arquitetônico que representa o período dos antigos engenhos de cana-de-açúcar no Nordeste.

A propriedade pertenceu à família do escritor José Lins do Rêgo e foi a principal fonte de inspiração para a obra Menino de Engenho. A ligação com a literatura amplia o valor simbólico do espaço, tornando-o um atrativo que une história e arte. Ao receber produções de cinema, o Engenho Corredor reafirma seu papel como espaço vivo da memória paraibana.

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