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O Morro dos Ventos Gemedores… Não, pera!

Por Manu Mariz

Estreou nos cinemas de todo mundo a nova versão do clássico O Morro dos Ventos Uivantes. É baseado, sim, no livro de mesmo nome da escritora britânica Emily Brontë, seu único romance, lançado em 1847. Porém, em vez de remake das versões cinematográficas anteriores, esta, que é a sexta edição entre filmes e minissérie que vem deste livro, está mais para uma releitura com viés para a sensualidade e o amor carnal.

O Morro dos Ventos Uivantes

Sobre esse assunto, vale salientar como um mero trailer de dois minutos pode alavancar ou derrubar a audiência de uma produção. Por causa de uma propaganda bem recortada apenas nas cenas tórridas, os futuros expectadores interessados em reviver o clássico começaram a fazer uma campanha negativa na Internet. Pelo jeito que falaram mal, eu achei que tinham transformado o clássico em filme 18+, mas ainda bem que não foi bem assim.

Estas cenas tão criticadas, diluídas em mais de duas horas de filme, mostram que não tem nada de mais que justifique os ataques da turma conservadora e dos bons costumes, até porque não é um filme para crianças e adolescentes e nunca foi. A produção é muito mais do que isso. Esse toque de sensualidade só trouxe uma versão de 50 Tons de Cinza menos falsa, mais honesta e mais perto da realidade.

A produção conta com cenas lindíssimas, entre fotografias espetaculares, figurinos esplêndidos, cenários muito bem feitos e alinhados à proposta do filme, além das locações ao ar livre, que são paisagens fora de série… A única coisa somente boa e não excelente é a química do casal Margot Robbie e Jacob Elordi, que convence, mas não chega a ser uma Nicole Kidman com Harris Dickinson em Babygirl, porque se fosse, teriam tocado fogo na tela!

Fiquei esperando o galho da árvore bater na janela, mas a coitada da árvore só aparece por poucos segundos no início do filme. Esse é o erro de se fazer expectativa em uma coisa nova esperando sentir a mesma emoção que a coisa antiga nos deu. Vale a pena demais ver. Vão com a mente aberta para sentir algo novo e não a repetição do passado.

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