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Complexo Científico do Sertão da Paraíba ganha projeção internacional em Barcelona

O que o Sertão da Paraíba tem a conversar com Barcelona? A resposta passa por ciência, tecnologia, turismo e pela tentativa de transformar estruturas já existentes no interior do estado em um ecossistema articulado de inovação.

O Complexo Científico do Sertão entrou na pauta da missão do governo paraibano que cumpre agenda na Espanha em parceria com a La Salle Technova Barcelona, instituição reconhecida por conectar universidades, startups e mercado. A aproximação integra o programa Paraíba Sem Fronteiras e recoloca no debate o futuro de projetos estratégicos espalhados pelo semiárido.

O Complexo reúne equipamentos instalados ou em construção em diferentes municípios e com vocações distintas. Nesse mapa estão o Monumento Natural Vale dos Dinossauros, em Sousa, conhecido internacionalmente pelas pegadas fossilizadas; o Museu de Arqueologia da Paraíba, em Cajazeiras; a Cidade da Astronomia; e o Projeto BINGO, radiotelescópio instalado em Aguiar que integra uma rede global de observação do universo.

A proposta discutida em Barcelona é criar pontes entre esses espaços, pesquisadores locais e redes internacionais de tecnologia, buscando transformar potencial científico em desenvolvimento regional. A articulação envolve intercâmbio de conhecimento, estímulo à economia digital e incentivo a startups que possam surgir a partir das vocações do território.

Na Paraíba, a estratégia pretende associar ciência e tecnologia a uma política mais ampla de desenvolvimento regional, conectando inovação a áreas como turismo científico, valorização do patrimônio natural e fortalecimento dos ecossistemas de artesanato, com foco especial no Alto Sertão.

A expectativa é que ciência e tecnologia deixem de ser apenas vitrines institucionais e se consolidem como ferramentas concretas de geração de renda, oportunidades e melhoria da qualidade de vida no interior do estado.

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