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Segurança segue como principal preocupação entre viajantes solo; saiba como se proteger

Para muitas mulheres, o desejo de explorar novos destinos sozinhas ainda esbarra em um fator decisivo: a segurança. Um levantamento da pesquisa Mulheres que Viajam Sozinhas, realizada em 2025, revela que 62,1% das entrevistadas já desistiram de uma viagem por medo de situações de risco.

O estudo também mostra que a preocupação não é apenas uma percepção. Entre as mulheres que já se aventuraram em viagens solo, 60,6% afirmaram ter vivido algum tipo de situação de insegurança durante a experiência.

Outro levantamento reforça esse cenário. O artigo Segurança Turística: A Experiência da Mulher Enquanto Viajante Solo, publicado na revista Turismo: Visão & Ação da Universidade do Vale do Itajaí, aponta que 43% das mulheres entrevistadas já se sentiram em risco ao caminhar pelas ruas de algum destino brasileiro.

Entre os tipos de violência que mais preocupam as viajantes estão a violência sexual e a física. Os relatos também incluem episódios de assédio moral, violência psicológica e abordagens insistentes durante deslocamentos ou passeios.

Segundo a professora do curso de Turismo da Universidade de Brasília, Aylana Borges, uma das autoras do estudo, os depoimentos revelam situações que vão desde comentários e insinuações até comportamentos que geram medo e constrangimento.

Ela explica que os relatos envolvem assédio sexual, moral e violência psicológica. Também aparecem problemas com motoristas e abordagens insistentes nas ruas, com convites para ir a outros lugares. Em alguns casos, as insinuações sexuais foram tão frequentes que algumas viajantes relataram medo até mesmo de dormir durante a viagem.

Os dados reforçam a importância de discutir a segurança no turismo sob a perspectiva feminina e de fortalecer iniciativas que tornem os destinos mais preparados para receber mulheres que viajam sozinhas.

Dicas de segurança para mulheres que viajam sozinhas

Antes da viagem, algumas medidas podem ajudar a tornar a experiência mais tranquila e segura.

Pesquisar o destino é um dos primeiros passos. Entender a cultura local, os costumes, as áreas mais movimentadas e os horários considerados mais seguros pode evitar situações de risco.

Também é recomendável escolher hospedagens bem avaliadas por outras mulheres viajantes, além de planejar os roteiros diários com antecedência. Traçar rotas em aplicativos de mapas e evitar deslocamentos longos ou por áreas pouco movimentadas pode fazer diferença.

Outro cuidado importante é salvar contatos de emergência, como polícia, bombeiros, SAMU, consulado e a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180.

Garantir conexão de internet estável durante a viagem também é essencial. Uma alternativa é comprar chips locais ou eSIMs e baixar mapas offline antes de sair para explorar o destino.

Compartilhar o roteiro com familiares ou amigos de confiança e informar a localização de forma privada também aumenta a segurança. Especialistas recomendam evitar publicar a localização em tempo real nas redes sociais.

Manter cópias digitais de documentos importantes, como passaporte, identidade e reservas de hospedagem, é outra prática recomendada, assim como contratar um seguro viagem.

Por fim, especialistas orientam ativar a autenticação de dois fatores em redes sociais, e-mails e aplicativos bancários, garantindo mais proteção para informações pessoais durante a viagem.

Mesmo com desafios relacionados à segurança, o número de mulheres que optam por viajar sozinhas continua crescendo. Para muitas delas, a experiência representa não apenas um momento de lazer, mas também uma forma de autonomia, descoberta e fortalecimento pessoal.

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