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Luiz Gonzaga e suas cinebiografias

Por Manu Mariz

Estreou recentemente a segunda cinebiografia do Rei do Baião, Luiz Gonzaga do Nascimento, mais conhecido apenas pelos dois primeiros nomes ou, ainda, como O Gonzagão. Faltando dois meses para o primeiro filme completar treze anos de lançamento, o novo longa fala de uma parte mais remota de sua vida, desde o seu nascimento até quando o mestre multi-instrumentista começa a fazer sucesso nas grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Já o primeiro filme, de 2012, mostra o artista adolescente, fugindo para se casar e depois fazendo sucesso no Brasil inteiro, passando pelo tempo em que serviu ao exército e finalizando com sua relação com o filho adotivo, Gonzaguinha, tanto na vida privada quanto sobre a música, não só no momento do reconhecimento e auge como também na hora do rompimento entre os dois.

Mas a diferença entre as duas produções vai muito mais além do período de vida que é reatratado. Na primeira, com o diretor Breno Silveira (_in memoriam_, consagrado por 2 Filhos de Francisco e Eu, Tu, Eles), a história é mais fria, contada como um registro da linha do tempo, como que para não esquecer da história formal.

Na segunda versão, dos diretores Marcos Carvalho (Off Kid) e Diogo Fontes (Ringue), a fase da infância já ajuda a dar tons mais lúdicos à história, porém o olhar delicado dos diretores é o que nos dá uma narrativa poética, com momentos de inocência da criança até a ingenuidade do jovem adulto, passando por paisagens lindas e sentenças de aprendizado fortíssimas passadas por pessoas que atravessaram seu caminho. Um filme que aquece o coração e aguça a mente. Vale muito a pena ver.

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