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IPHAN aprova tombamento do Engenho Corredor, marco da infância do escritor José Lins do Rêgo

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o tombamento do Engenho Corredor, na Paraíba. O local pertenceu à família do escritor José Lins do Rêgo e inspirou sua obra mais conhecida, “Menino de Engenho”, que retrata memórias da infância vivida na propriedade até os oito anos de idade.

O Engenho Corredor é um conjunto arquitetônico e paisagístico que representa o período de decadência dos antigos engenhos de cana-de-açúcar no Nordeste, substituídos pelas usinas modernas.

O tombamento inclui a Casa Sede, o Engenho, a Casa de Purgar e a Senzala, espaços que preservam a história da produção açucareira e também das relações sociais do Brasil.

A decisão garante a preservação de um patrimônio cultural e literário que marcou a trajetória de José Lins do Rêgo e a memória da região.

José Lins do Rêgo (1901–1957) é considerado um dos grandes nomes da literatura brasileira do século 20. Nascido em Pilar, na Paraíba, destacou-se como romancista regionalista, retratando com profundidade o ciclo da cana-de-açúcar, as transformações sociais no Nordeste e as tensões entre tradição e modernidade. Sua obra mais conhecida, Menino de Engenho (1932), inaugurou uma série de romances conhecidos como “ciclo da cana-de-açúcar”. Membro da Academia Brasileira de Letras, Lins do Rêgo é lembrado por unir experiência pessoal, crítica social e lirismo em narrativas que permanecem atuais.

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