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Turismo em massa leva Espanha a restringir aluguel de curta duração

A Espanha vai retirar 53.876 imóveis do mercado de aluguel por temporada, informou o primeiro-ministro Pedro Sánchez durante evento em Málaga. De acordo com o Ministério da Habitação, os imóveis estavam em situação irregular e deverão ser destinados ao aluguel de longa duração, voltado principalmente para jovens e famílias.

A decisão afeta sobretudo regiões pressionadas pelo turismo de massa, como Andaluzia, Ilhas Canárias, Catalunha e Comunidade Valenciana. Só a Andaluzia concentra 16.740 unidades, seguida pelas Ilhas Canárias (8.698), Catalunha (7.729) e Comunidade Valenciana (7.499).

Entre as cidades mais impactadas estão Sevilha, com 2.289 imóveis, Marbella (1.802), Barcelona (1.564), Málaga (1.471), Madri (1.257) e Benalmádena (926).

Segundo Sánchez, a medida busca corrigir irregularidades e ampliar a oferta habitacional. Ele declarou que “detectamos milhares de irregularidades em casas destinadas ao arrendamento turístico. O que vamos fazer é retirar 53 mil delas desse registro para que se tornem aluguéis permanentes para jovens e famílias do nosso país”.

A decisão repercutiu no setor. O Airbnb afirmou que desde julho colabora com as autoridades na regularização e que cerca de 70 mil imóveis já possuem registro oficial. A plataforma acrescentou que apenas 10% das unidades atingidas pela medida estavam ativas em seu site e que todas foram removidas após o anúncio do governo.

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