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Não se faz mais Monstros como antigamente

Por Manu Mariz

Em sua terceira temporada, disponível em sua totalidade na Netflix, a franquia Monstros desta vez fala sobre a vida de Ed Gein, um assassino dos anos 1950 que, entre outras coisas, gostava de costurar peles de cadáveres e com elas criava roupas, móveis e assessórios. Ele é um dos serial killers que deram inspiração para criar o filme O Silêncio dos Inocentes (1991).

Apesar do grande número de acessos assim que a nova temporada saiu, o alto número da audiência não é sinônimo de aprovação. São muitos os comentários, resenhas e vídeos na Internet que falam sobre a decepção com a produção. Eu também não gostei muito e vi que não estava sozinha nessa posição. Talvez pela alta qualidade das duas produções anteriores nós tenhamos feito expectativas altas demais. A primeira, sobre o serial killer Jeffrey Dahmer (Dahmer: Um Canibal Americano), e a segunda sobre os irmãos Lyle e Erik (Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais) estão muito bem feitas e, principalmente a primeira, deixou já de início um alto patamar de atuação do protagonista a ser alcançado. Também ambos os primeiros volumes tem bastante ação e tensão, deixando tudo mais “animado”.

Já a terceira parte é mais lenta, fria, nos deixa esperando por mais explicações sobre como ele se sente sobre as coisas e por qual motivo ele se leva por aquele caminho, apesar de acharmos óbvio pelo relacionamento que tem com a mãe e como ela o trata e cria. Ainda assim ficamos querendo saber como ele trata o que ele recebe como se fosse amor e transforma em ações de loucura. Com uma voz e trejeitos bem especificados pelos criadores , o ator Charlie Hunnam (Círculo de Fogo / Papillon 2017) não parece estar trabalhando com muita convicção e não convence muito. Já a atriz Laurie Metcalf (Lady Bird / The Big Bang Theory), que faz a sua mãe, apesar de aparecer mais em vozes do que em presença corporal, dá um show de atuação. Sou suspeita para falar porque a adoro desde que ela foi mãe do Sheldon.

Os criadores da franquia Ryan Murphy e Ian Brennan já garantiram a produção de uma quarta temporada. Da próxima vez será uma mulher e viajarão muito mais longe no tempo, para 1890 e contarão a história de Lizzie Borden. Aguardando…

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