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EUA passam a exigir caução de até US$ 15 mil para viajantes de mais 7 países

Viajantes estrangeiros de mais sete países passaram a ser obrigados, desde 1º de janeiro, a pagar uma caução reembolsável ao solicitar visto de visitante para os Estados Unidos. A medida faz parte do endurecimento das regras de entrada no país adotado pelo governo do presidente Donald Trump, segundo informações do jornal norte-americano The Washington Post.

De acordo com a publicação, os Estados Unidos poderão exigir uma caução de até US$ 15 mil para a concessão de vistos temporários de turismo (B-2) e negócios (B-1) a cidadãos de Butão, Botsuana, República Centro-Africana, Guiné, Guiné-Bissau, Namíbia e Turcomenistão.

Com a ampliação da lista, sobe para 13 o número de países cujos cidadãos podem ser obrigados a pagar valores elevados para entrar temporariamente nos EUA a turismo ou negócios. A maioria das nações afetadas está localizada no continente africano.

Segundo um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, o objetivo do programa piloto é reduzir os índices de permanência irregular no país. “O programa de caução para vistos fornece uma ferramenta adicional para reduzir as taxas de permanência excessiva e garantir que os visitantes temporários cumpram os termos de sua admissão”, afirmou ao Washington Post.

O programa teve início em agosto, com a inclusão de Malawi e Zâmbia, e foi ampliado em outubro, quando passaram a integrar a lista Chade, República Democrática do Congo, Djibuti e Libéria.

O valor da caução será definido caso a caso, com três faixas possíveis: US$ 5.000, US$ 10.000 ou US$ 15.000. A expectativa do governo norte-americano é que, na maioria das solicitações, seja exigido o valor mínimo de US$ 10.000. O montante é devolvido caso o visitante deixe os Estados Unidos dentro do prazo permitido, embora o processo de reembolso possa levar vários meses.

O programa se aplica a estrangeiros de países classificados pelo governo dos EUA como tendo altas taxas de permanência ilegal e deficiências nos processos de triagem e verificação. De acordo com o jornal, no Turcomenistão, a taxa de permanência excessiva para vistos de turismo e negócios foi de cerca de 15% no ano fiscal de 2024. Já na República Centro-Africana, o índice ficou abaixo de 2%.

Fonte: com informações e imagem do Poder 330

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