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Escritora Conceição Evaristo faz sua estreia no cinema em longa selecionado para o Festival de Berlim

A escritora Conceição Evaristo estreia no cinema como atriz no longa-metragem Se eu fosse vivo… vivia, novo filme de André Novais Oliveira, que terá sua première mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim. O anúncio da seleção foi feito nesta terça-feira (14). A produção integra a mostra Panorama da 76ª edição do evento, uma das principais vitrines do cinema autoral contemporâneo.

No filme, Conceição Evaristo interpreta Jacira, uma das coprotagonistas da trama, marcando sua primeira atuação no cinema. Reconhecida como uma das vozes mais potentes e influentes da literatura brasileira contemporânea, Evaristo construiu uma obra fundamental ao narrar, a partir da experiência da mulher negra, temas como memória, ancestralidade, desigualdade social e resistência. Autora de livros como Ponciá Vicêncio, Olhos d’Água e Becos da Memória, sua escrita ampliou os limites do cânone literário nacional e se tornou referência incontornável no debate cultural e educacional do país.

Sobre o convite para o papel, a autora comentou nas redes sociais: “Pois é, gente boa. André me deu esse desafio e eu aceitei”.

Se eu fosse vivo… vivia tem o envelhecimento como tema central, abordando o processo não como algo distante ou projetado para o futuro, mas como uma experiência vivida no presente.

Rodado em 2024, o longa é atravessado por elementos autobiográficos. A narrativa foi influenciada pela morte de Dona Zezé, mãe do cineasta, que participou de alguns de seus filmes. O protagonista é Norberto, pai de André Novais Oliveira, que interpreta Gilberto.

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