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Casa do Béradêro: Turismo de experiência transforma turistas em artistas por um dia em Catolé do Rocha

No sertão da Paraíba, a cultura não é apenas observada, ela é vivida. Em Catolé do Rocha, o Instituto Cultural Casa do Béradêro abre as portas para turistas interessados em mergulhar nos saberes artísticos que há mais de duas décadas transformam a vida de crianças e jovens da região.

Fundada em 2001 pelo cantor e compositor paraibano Chico César, em parceria com sua primeira professora de música, a irmã Iracy Almeida, a instituição nasceu como um projeto social voltado à formação artística.

Ao longo de 25 anos, o trabalho consolidou o espaço como uma referência cultural no município e em todo o sertão paraibano, unindo educação, arte e inclusão social.

De acordo com a gestora da instituição, Aline Fernandes, o impacto vai além da formação cultural. A iniciativa amplia oportunidades e gera transformação social por meio das artes. “A Casa do Beiradeiro tem impactado muito positivamente Catolé do Rocha. O projeto amplia oportunidades para crianças, adolescentes e jovens e fortalece a cultura local. É um trabalho que exige investimento, tempo e uma equipe preparada para garantir qualidade e gerar impacto social”, explica.

A instituição agora integra o roteiro turístico do sertão, oferecendo aos visitantes uma experiência imersiva no universo artístico do Béradêro. Durante a experiência, o turista pode participar de atividades que fazem parte da rotina de formação da casa. Entre elas estão oficinas de cordel, aulas de violão e até a oportunidade de assumir a regência de um grupo musical por alguns minutos, vivenciando o papel de maestro.

Outro destaque é o contato com a lutheria,técnica de fabricação e manutenção de instrumentos musicais. No espaço, são produzidos e restaurados instrumentos utilizados por músicos e orquestras de diversas regiões da Paraíba, algo que costuma surpreender os visitantes.

“Para quem chega ao sertão, encontrar uma organização sem fins lucrativos que fabrica instrumentos, faz manutenção de violinos e ainda oferece formação artística é algo que realmente impressiona. A experiência aqui não é contemplativa, é uma imersão no nosso universo”, afirma Aline.

A vivência inclui ainda apresentações musicais da Camerata formada por alunos e professores da instituição, momento em que os visitantes podem acompanhar de perto o resultado do trabalho desenvolvido no espaço.

Durante as atividades, os turistas são convidados a participar da criação coletiva de experiências artísticas, como compor e recitar um cordel acompanhado por instrumentos ao vivo ou experimentar os fundamentos da regência musical.

Essa interação direta faz com que a visita seja marcada pelo envolvimento emocional, já que o visitante passa de espectador a participante do processo criativo.

Interessados em acompanhar as atividades e projetos da instituição podem acessar o perfil da Casa do Beiradeiro no Instagram, onde são divulgadas ações, cursos e apresentações realizadas ao longo do ano.

Confira um pouco dessa experiência:

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