Vício (temporário) em seitas

Por Manu Mariz

De vez em quando eu pego um assunto e tento assitir tudo que há de atual sobre ele até me cansar. E os serviços de streaming ajudam muito nesse quesito, pois é só sair um um sucesso que logo produzem vários outros do mesmo seguimento para surfar na onda do sucesso (e faturar muito!).

Depois do sucesso de Rezar e Obedecer e de Confie em Mim: O Falso Profeta, que são dois documentários de vida real, resolvi aceitar a indicação da minha chefe e assitir à série Sem Salvação, da Netflix. Esta segue na mesma religião (praticantes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, apelidados de mórmons), mas, desta vez, história “de mentira”, um romance para variar um pouco.

Lgoo de início, já me interessei proque tem a participação do ator Asa Butterfield, da série Sex Education, que eu adoro e ele está muito bem. Os demais atores tem trabalhos pouco conhecidos e o casal de diretores também. Nada muito ruim, mas também, nada de grande sucesso.

A produção não é lá essas coisas todas, não foi um orçamento grande, mas se preocuparam bem com a paleta de cores para elevar a pressão do que está sendo assistido. No início, a trama parece que vai ser bobinha, em torno de um desejo reprimido entre duas pessoas, então vem uma onda de pequenos desvios de várias personagens e, aos poucos, o enredo vai se aprofundando em cada uma, revelando uma complexidade de problemas maiores a serem sanados. Uma rede um pouco mais complexa de ações que pioram cada situação.

Não acredito que tenha sido só porque fiz uma expectativa baixa de início que essa produção me surpreendeu. Apesar de uma direção e montagem fracas, as revelações de última hora no minuto final de cada episódio, igual às novelas, me deixaram num estado de “Eita, píula!”, com curiosidade de ver mais. Vale a pena o descanso de ver coisas da vida real e se divertir, ser contrariada e exercitar ser surpreendida. Ah! E tem apenas seis episódios (não aguento mais séries compridas!).

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