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De fato, Drácula nunca morre…

Por Manu Mariz

Vez por outra aparece algum filme novo que não deixa morrer a história do vampiro mais famoso do mundo, o conde Drácula. O mito, inspirado no príncipe Vladimir da Valáquia, ou Vlad III – O Impalador, é provavelmente o conto mais conhecido do mundo e desde o lançamento do livro de Bram Stoker, em 1897, este vem inspirando dezenas de produções entre filmes e séries.

O mais novo longa inspirado no livro homônimo já está nos cinemas do Brasil e eu fui lá conferir para dividir com vocês minhas impressões. Confesso que fui com medo de sair do tom do assunto porque o diretor desta versão é Luc Besson, famoso por filmes de muitas armas, tiros e mortes, como as sequências de Carga Explosiva e Busca Implacável, ou muita ação e velocidade, como nas sequências de Táxi.

Realmente não foi como esses que citei. Não me decepcionei tanto assim, mas também não foi um filme totalmente sombrio como o livro de Stoker. Os minutos foram se passando e ele foi indo e indo bem, até que… Aqueles ajudantes do castelo do Conde, feitos de CGI, não me convenceram e, para mim, foram o único fiasco do filme. Achei muito “trash” (quer dizer “lixo” em inglês, mas para o cinema é quando o efeito especial é mal feito ou a estética não combina com a proposta). Se não fosse por eles, o filme teria sido uma obra digna do livro.

Fiquei “passada” com a presença do incrível Christoph Waltz (Bastardos Inglórios, Django Libre) num papel de suma importância, porém não o principal, que ficou com Caleb Landry Jones (Corra!, Finch), mas entendi que o vampirão tinha que ser um rapaz meio jovem. Por sinal, eu tinha apenas uma vaga lembrança deste rapaz e o achei ótimo no papel, digno de premiação, apesar de não termos um vampiro de verdade para comprá-lo (será?). A atriz principal, Zoe Bleu, não tem filmes relevantes, acho que é mais famosa mesmo por ser filha da Rosanna Arquette, mas a coadjuvante, Matilda de Angelis (Lidia Poët, Citadel Diana), dá um show a parte. Valeu a pena ver o filme no cinema.

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