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“Saudade do que não vivemos ainda”

Por Manu Mariz

Como diria o “filósofo” Neymar (sic), há coisas que eu não vivi, gostaria de ter vivido, mas não tive, ou perdi, a chance. Porém, esta semana tive a oportunidade de ver no cinema duas famosas e bem-sucedidas produções de Hollywood que, até então, eu só havia assistido na televisão ou nos serviços de streaming. Falo de A Noiva-Cadáver, de Tim Burton, e Tubarão, de Steven Spielberg — cada um completando, respectivamente, 20 e 50 anos de lançamento.

Quando Tubarão foi lançado nos cinemas, eu ainda nem tinha nascido. Então, realmente, não tinha como ter visto na época. Já A Noiva-Cadáver, eu não me lembro o que estava fazendo que me fez perder de vê-lo nas telonas. Acho que eu não sabia que era um filme feito em stop motion, porque, se soubesse, provavelmente teria feito um esforço para ir.

Mas o importante é que essa moda de relançar filmes antigos no cinema pegou,  e pegou bem. A desculpa é que estão comemorando décadas, mas já houve alguns que voltaram às telas sem completar “números redondos”: 15 ou 25 anos, restauração em 4K (alta qualidade) ou até por datas comemorativas, como Natal e Dia das Crianças.

 

O bom mesmo é termos essa oportunidade agora. Nada como ver todo o trabalho manual de produzir os bonequinhos de A Noiva-Cadáver e imaginar cada posição sendo modificada por uma pessoa e filmada por frações de segundo. O filme, apesar do enredo meio louco (o que, vindo de Tim Burton, é normal), traz cores que aparecem em momentos oportunos, tudo é muito lindo e bem feito, enche os olhos.

Tubarão é um marco de sua época. Assim como Titanic, muita tecnologia foi inventada para viabilizar os efeitos especiais práticos da produção, pois eles simplesmente não existiam antes. Foi muito tempo e dinheiro investidos em inovação. Um suspense/terror filmado dentro da água também exige grande esforço do elenco e da equipe técnica. Na época, foi um estouro,  como diziam.

Se você também tem interesse em rever clássicos do passado na tela grande, prepare-se, porque vem mais por aí: no início de novembro, entrará em cartaz Harry Potter e o Cálice de Fogo, uma produção que marcou época e completa 20 anos. Espero que essa moda nunca passe.

 

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