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A natureza enquanto essência em dois filmes

Por Manu Mariz

Recentemente tive a oportunidade de ver no Cine Bangüê, na capital paraibana, dois filmes que levam o nome “natureza” em seus títulos, mas de formas totalmente diferentes.

O primeiro se chama O que a Natureza te Conta, produção coreana de 2025, que trata sobre um rapaz em seu primeiro dia com a família da namorada. Neste caso, a natureza se trata da essência das pessoas, da índole, do que elas tem por dentro. Conforme a curiosidade sobre a vida do novato vai aumentando, a pressão também aumenta com muitas perguntas. E, à medida em que ele bebe álcool, mais ele solta o que pensa e como se sente em suas respostas.

Filmes orientais são sempre bens estranhos em relação à nossa cultura, mas, com a globalização, percebemos que cada vez estamos entendendo um pouco mais seus diálogos e comportamentos, pois estão ficando cada vez menos longe dos nossos.

Já no outro filme, A Natureza das Coisas Invisíveis, trata-se de coisas que ou se acredita, ou se tem o dom, porque não podem ser ensinadas ou provadas. Aqui se fala da origem do sobrenatural e o que isto tem a dizer, a mostrar para quem pode ver ou sentir. O longa traz duas crianças que irão conviver porque suas mães terão que se ajudar numa situação de despedida, de paliatividade, e serão surpreendidas por entidades que nem todos podem ver.

É um bonito filme brasileiro de 2025 que fala sobre a formação de amizade num momento onde se faz urgente fugir da realidade para sofrer menos e não passar pelos momentos de dor sozinha, fala de cumplicidade, de apoio, de sororidade. E o toque de inocência, mas também de esperteza, das crianças dá um tom super especial. Valem demais a reflexão.

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