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Relançamento Kill Bill: mudou algo?

Apesar das últimas polêmicas relacionadas ao cineasta Quentin Tarantino, onde ele falou mal do ator Paul Dano e se manifestou contra a Palestina e a favor de Israel, muita gente tem conseguido separar o ranço do diretor do amor às suas produções. A prova disso é a alta aquisição de ingressos antecipados para a exibição de Kill Bill: The Whole Bloody Affair, que estreiou hoje no mundo todo em comemoração aos seus vinte anos de lançamento e ficará em cartaz até próxima quarta-feira, dia 11.

Talvez a mais nova geração não saiba que se trata do quarto filme do diretor, que ficou famoso quase dez anos anos com Pulp Fiction, onde ele repete o trabalho com a atriz Uma Thurman. Muitos nem devem conhecer os filmes Kill Bill Volume I e Volume II, muito menos saber que esse terceiro filme é, na verdade, uma junção dos dois volumes. É uma oportunidade nostálgica para quem gosta e de conhecer para os novatos. Ver no cinema é sempre melhor!

Porém tenho o dever de avisar que não se trata apenas da união dos dois volumes. Nas mais de quatro horas de filme há sim cenas antigas com versões extendidas, foi alterada a saturação para realçar a clássica roupa amarela da protagonista, assim como o muito sangue derramado sempre, o monólogo da Noiva em preto e branco no início da parte dois foi cortada e no final, depois dos créditos, há um “capítulo perdido” em formato de animação computadorizada. Há cópias em 35mm também, porém o único cinema de toda a América Latina que pode exibir filmes nesta qualidade fica em São Paulo – SP, então não veremos isso por aqui.

Mas a boa notícia é que, se você não quer ficar numa sala de cinema por tanto tempo assim, você pode assistir na Netflix aos volumes I e II separadamente que, mesmo sem as novidades acima citadas, não perdem em nada as histórias. Todos tem começo, meio e fim e funcionam perfeitamente bem isoladas. São filmes que me marcaram na juventude por serem bem fora da caixinha holllywoodiano da época (ainda são, até hoje!).

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