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Ben-Hur: um gigante dos clássicos restaurado

Por Manu Mariz

Ben-Hur, de 1959, volta aos cinemas para comemorar sua restauração em qualidade 4K. Depois de 67 anos, a produção ainda é uma das maiores realizações do cinema, com a clássica cena da corrida de bigas de cavalos, nunca superada pelas produções até hoje, sem que houvesse o grande auxílio de efeitos computadorizados.

Dirigido por William Wyler, já famoso por Dá Terra Nascem os Homens e Os Melhores Anos de Nossas Vidas, a produção ganhou 11 estatuetas do Oscar das 12 categorias das quais concorria. William é o segundo maior detentor de estatuetas com 3, empatado com Frank Capra e perdendo por 1 para John Ford.

Hoje em dia, os atores e atrizes pensam muito antes de pegar um papel grandioso, pois ficam marcados pela obra e ficam com dificuldade em serem chamados para mais trabalhos por se tornarem o rosto do trabalho anterior. Isso não acontecia antigamente. O protagonista de Ben-Hur, Charlton Heston, Foi bastante aclamado nesta obra e, depois dela, estrelou mais de sessenta filmes até sua morte. Já tinha participado antes de grandes filmes como Julius Caesar e Os Dez Mandamentos.

Até vale a pena assitir ao remake de 2016, com o ator brasileiro Rodrigo Santoro no papel de Jesus, mas nada se compara em rever na sala de cinema a primeira produção, com os efeitos práticos e a montagem característicos da época. São 3h47 de filme, com intervalo de dez minutos. Em nenhum minuto me senti entediado. A todo o tempo se quer mais e mais ver o que vai acontecer em seguida e se espera pelo desfecho. Valeu a pena demais ver essa obra de arte restaurada e com a qualidade de som e imagem dos cinemas atuais.

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