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As 10 tendências que vão transformar o turismo na próxima década

Um novo relatório da RateHawk aponta as principais mudanças que devem redefinir o setor de viagens nos próximos anos. O estudo analisa desde a evolução do comportamento dos viajantes e das dinâmicas do mercado até o impacto das novas tecnologias na distribuição turística.

Segundo Astrid Kastberg, diretora-geral da RateHawk, o objetivo do relatório é oferecer uma visão abrangente das transformações que moldam o setor e ajudar os profissionais do turismo a se prepararem para os desafios e oportunidades da próxima década.

  1. Viagens mais diversificadas e personalizadas

A demanda deve evoluir para experiências cada vez mais autênticas, emocionais e personalizadas. Além das viagens tradicionais, ganharão força segmentos como turismo de bem-estar, viagens multigeracionais, estadias prolongadas ligadas ao trabalho remoto e roteiros para destinos menos explorados.

Outro movimento em expansão é o set-jetting, tendência impulsionada por filmes e séries que transformam determinados destinos em objetos de desejo para os viajantes.

  1. Redes sociais influenciam cada vez mais as decisões

As redes sociais deixaram de ser apenas uma fonte de inspiração e passaram a exercer influência direta nas decisões de compra.

Entre os viajantes da Geração Z nos Estados Unidos, 64% afirmam já ter escolhido uma viagem com base em conteúdos vistos nas redes sociais. O relatório aponta que essa influência será ainda maior com a chegada da Geração Alfa, totalmente conectada ao universo digital e habituada ao consumo de vídeos curtos e recomendações instantâneas.

Para as empresas do setor, isso significa investir na construção de comunidades digitais e adaptar a comunicação a formatos audiovisuais cada vez mais dinâmicos.

  1. Consumidores estarão mais atentos aos preços

Mesmo com a demanda aquecida, os viajantes tendem a ser mais criteriosos na hora de gastar.

Inflação, aumento dos custos operacionais, conflitos geopolíticos e despesas com transporte continuam pressionando os preços. Como consequência, principalmente os consumidores mais jovens pesquisam mais antes de reservar e valorizam a melhor relação entre custo e benefício.

Nesse cenário, o papel do agente de viagens ganha ainda mais relevância ao oferecer alternativas que conciliem economia e qualidade.

  1. A incerteza passa a fazer parte do cenário

Instabilidade geopolítica, mudanças regulatórias e riscos financeiros devem continuar impactando o mercado.

Uma pesquisa da RateHawk com 1.300 profissionais do setor mostra que 27% apontam as mudanças regulatórias como o principal desafio operacional, enquanto 23% destacam a instabilidade financeira e o risco de falência de fornecedores.

Diante desse contexto, as agências de viagens tendem a assumir um papel ainda mais estratégico na gestão de alterações, remarcações e soluções para os clientes.

  1. Agilidade será diferencial competitivo

Os consumidores, especialmente os mais jovens, esperam respostas praticamente imediatas. Acostumados ao uso de inteligência artificial e assistentes virtuais, eles demonstram cada vez menos tolerância a processos lentos.

Para acompanhar essa expectativa, empresas precisarão integrar sistemas, simplificar processos e acelerar etapas como elaboração de orçamentos, reservas e confirmações.

  1. Começa a era da IA agente

A inteligência artificial deixará de atuar apenas como ferramenta de consulta para assumir funções operacionais.

O relatório destaca a ascensão da chamada IA agente, capaz de pesquisar informações, analisar dados, tomar decisões e até concluir transações de forma autônoma ou com mínima supervisão humana.

Hoje, 57% dos profissionais entrevistados já demonstram uma percepção positiva sobre a adoção da inteligência artificial em suas atividades.

Entre as funções mais aceitas para delegação estão o acompanhamento de pagamentos pendentes, a verificação de exigências migratórias e a análise de riscos antes da realização de uma reserva.

Apesar do potencial, o portal PhocusWire ressalta que a evolução dessa tecnologia dependerá da qualidade dos dados e da criação de padrões que permitam a integração entre diferentes plataformas.

  1. Dados de qualidade serão um ativo estratégico

O sucesso da inteligência artificial depende diretamente da qualidade das informações disponíveis.

Muitas empresas ainda mantêm dados dispersos em planilhas, e-mails e sistemas desconectados, o que reduz significativamente as possibilidades de automação.

Por isso, consolidar essas informações em plataformas integradas será uma das prioridades para o setor nos próximos anos.

  1. Tecnologia definirá a competitividade

A distribuição turística continuará se tornando mais complexa, com a expansão de conexões via NDC, APIs de hotéis, agregadores e novas soluções tecnológicas.

Nesse ambiente, empresas que investirem em infraestrutura flexível, escalável e integrada terão maior capacidade de oferecer agilidade, ampliar a disponibilidade de produtos e aumentar a eficiência operacional.

  1. Pagamentos passam a fazer parte da experiência

Os meios de pagamento deixam de ser apenas uma etapa administrativa e passam a integrar a experiência do cliente.

Os consumidores buscam processos rápidos, seguros e flexíveis, incluindo parcelamentos, pagamentos diferidos e diferentes formas de pagamento digital.

Ao mesmo tempo, mecanismos de prevenção a fraudes e soluções financeiras mais flexíveis tornam-se diferenciais competitivos para agências e fornecedores.

  1. O fator humano continuará sendo indispensável

Mesmo diante do avanço acelerado da tecnologia, o atendimento humano seguirá como um dos principais diferenciais do setor.

Segundo o relatório, a possibilidade de conversar com um especialista continua sendo um dos principais motivos que levam muitos viajantes a contratar uma agência de viagens.

Confiança, atendimento personalizado, capacidade de resolver imprevistos e compreensão das necessidades de cada cliente permanecem como atributos que dificilmente serão substituídos pela tecnologia.

Fonte: Ladevi – “Las 10 tendencias que redefinirán la distribución turística”.

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