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Festival dos Cafés do Brejo Paraibano motiva produção de livro sobre a cultura cafeeira e fortalece visitação aos cafezais

O Festival dos Cafés do Brejo Paraibano encerrou sua programação com um importante desdobramento para a preservação da história e da cultura cafeeira da região. A partir das experiências e discussões promovidas durante o evento, realizado no último fim de semana, a Gráfica da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiu produzir um livro dedicado aos cafés do Brejo, reunindo histórias, memórias, conhecimentos e iniciativas relacionadas à produção do grão.

A publicação deverá abordar a tradição cafeeira do Brejo paraibano e as novas iniciativas que vêm contribuindo para o resgate dessa atividade, que faz parte da história e da identidade de municípios da região. A proposta transforma parte das experiências vivenciadas no festival em um registro permanente sobre o café produzido no território.

Entre os destaques da programação esteve a visita aos cafezais, que aproximou turistas da produção e proporcionou um contato direto com o território. Durante a experiência, os participantes puderam conhecer as plantações e acompanhar de perto aspectos relacionados ao cultivo do café, além de conhecer o trabalho dos produtores. A atividade reforçou o potencial do café como elemento de valorização do turismo de experiência no Brejo paraibano.

O festival reuniu marcas de café das cidades de Solânea, Bananeiras, Dona Inês, Serra da Raiz, Alagoa Grande e Matinhas, apresentando ao público diferentes produtos e características da produção cafeeira regional. A programação também mostrou como o café pode se conectar à gastronomia, à cultura e a outras experiências ligadas ao território.

Para o evento, a Di Palude desenvolveu um chocolate com grãos de café, criado especialmente para a ocasião. A iniciativa apresentou uma nova possibilidade gastronômica a partir do produto e integrou a programação dedicada à valorização dos sabores do Brejo.

A cultura e os saberes tradicionais também tiveram espaço. A comunidade quilombola de Dona Inês participou com o tradicional café da tarde, proporcionando aos visitantes um momento de convivência e contato com sabores, histórias e costumes transmitidos entre gerações.

Outro momento da programação foi a Corrida do Café, que integrou esporte e turismo e ampliou as possibilidades de participação do público no festival.

Para Josiraldo Teotonio, presidente da Associação de Cultura e Turismo de Solânea (ACTUS), a realização do evento revelou diferentes dimensões da produção cafeeira e reforçou a importância de preservar essa história. “O futuro livro e as experiências proporcionadas nos cafezais mostram que o café é também memória, cultura e um importante elemento para o turismo do Brejo paraibano. A primeira edição abriu um caminho que queremos ampliar, com uma segunda edição ainda maior, fortalecendo essa história e aproximando cada vez mais o café das pessoas”, afirma.

Fotos: Oxente Photos

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