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Minha Melhor Amiga e seus recordes: o sucesso da comédia brasileira

Estreado há pouco mais de um mês, o filme Minha Melhor Amiga, a mais recente comédia nacional, tem traçado um caminho de sucesso que só cresce.

Superou a todos com o recorde histórico de maior circuito de lançamento de um filme brasileiro, com os números: 1.531 salas em 773 cinemas de 436 cidades. Custou em torno de R$ 35 milhões e arrecadou, até agora, cerca de R$ 94 milhões, quase o triplo de seu custo. Até a data de hoje, teve 5,4 milhões de espectadores nessas cinco semanas em cartaz, tornando-se a maior comédia brasileira pós-pandemia, superando O Auto da Compadecida 2 e entrando para o top 10 dos filmes nacionais mais vistos da história.

A quais motivos podemos atribuir tal sucesso? São vários! As atrizes Mônica Martelli (franquia Minha Vida em Marte) e Ingrid Guimarães (trilogia De Pernas pro Ar) já são velhas conhecidas do público por suas divertidas comédias, e juntar as duas em um mesmo projeto foi uma tacada de mestre. Para melhorar ainda mais, incluíram a diretora Susana Garcia, que já havia trabalhado com as duas separadamente em seus filmes de sucesso.

Outro fator que colabora, além de a comédia aliviar nossa rotina estressante, é o fato de ter duas amigas viajando sozinhas como tema principal, sem maridos ou filhos. Esse é um assunto muito frequente nas rodas de amigas, por fazer parte do imaginário feminino e dos desejos ainda a serem realizados ou repetidos.

Apesar de os relacionamentos com homens — sobre se livrar de relacionamentos fracassados e ter coragem e fé para iniciar novos — ainda ocuparem a maior parte do tempo de tela, a trama está bem ligada à relação de lealdade e confiança entre as duas amigas. Como novidade, elas agora também compartilham a preocupação com a criação das filhas adolescentes.

Desde as risadas provocadas por cenas bobas, como as relacionadas às necessidades básicas no banheiro, até reflexões profundas sobre si mesmas e as pessoas ao redor, no presente e no futuro, tudo se passa um pouco nesse filme incrível, que vale muito a pena ver. Há também uma pequena homenagem ao amigo pessoal e parceiro de tela de Mônica, Paulo Gustavo, ator falecido em 2021, que nos faz chorar mesmo sorrindo.

Ainda nos cinemas por tempo indeterminado.

Por Manu Mariz

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