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Um super-humano chamado Superman

Por Manu Mariz

O novo filme do alien mais querido do planeta Terra chegou aos cinemas de todo o mundo. É a estreia do novo ator que fará o super-herói na próxima saga de quadrinhos, David Corenswet (Pearl/Tiwisters). Já o diretor, James Gunn, não é iniciante no mundo das HQ’s (fez a trilogia de Guardiões a Galáxia), porém é seu primeiro filme de herói solo. O longa conta ainda com Nicholas Hoult fazendo o vilão Lex Luthor bem moderno e, há quem diga, estereotipando ícones reais aqui da nossa sociedade.

Pré-estreia do filme Superman, em João Pessoa (PB)


Alerta de spoilers: Este filme não é apenas novo em diretor e elenco, é mesmo novo em tudo, inclusive enredo. Aqui não veremos explicação nenhuma quanto às origens das personagens, quando, onde e como elas se conheceram e de onde vem a relação delas. Aqui a Lois já namora o Clark, ela já sabe que ele é o Superman, que nem é muito jovem/inexperiente e nem muito adulto e maduro e ele já tem uma equipe de super-heróis formada, mesmo que em ajuste ainda. O Kal-El está em crise existencial entre ser o que aprendeu com os pais adotivos aqui no planeta ou o que os pais biológicos dele esperam que ele se torne. Uma reflexão que vemos desenrolar na tela. Outra coisa que acontece pela primeira vez é o Superman se intrometer em assuntos internacionais entre dois países sem um deles ser os Estados Unidos. O James Gunn nunca foi em cima do muro em suas posições sobre os assuntos geopolíticos, pelo contrário, então sabemos que ele se refere às guerras reais que temos neste momento.

E é nesse contexto em que ele cria um vilão bem realístico, que vende armas para todos os lados, lucrando com quem quer que esteja em guerra. Este Lex Luthor, invejoso e narcisista como sempre, desta vez se apossa dos atuais discursos de ódio para gerar um cancelamento virtual do herói nacional e ocupar seu cargo de salvador da pátria, fazendo com que o Superman se sinta na obrigação de reconquistar o amor e a confiança do público, que julga rápido demais e não questiona as informações recebidas, tal qual o prejuízo que fake news fazem. Nem precisa de multiverso para inventar isso, parece que estamos aqui, no mundo real mesmo!

Outra novidade que o diretor nos traz, mas nem tanto realística (pois hoje sabemos que muitas mídias tem lados preferenciais, sim!), é uma equipe de jornalistas unida e comprometida com a verdade, que trabalha seriamente, mesmo com monstros lá fora destruindo a cidade. O trabalho em grupo, tanto dos jornalistas como dos super-heróis, é imprescindível para a vitória, o que nos lembra que ninguém é herói sozinho, todos precisamos uns dos outros e de nos apoiar no que é bom para a comunidade. Tanto que a DC Comics mudou o lema do protagonista de “Verdade, Justiça e o Jeito Americano” por “Verdade, Justiça e um Amanhã Melhor”.

Este filme inicia uma nova fase de filmes de quadrinhos da DC Comics com novos personagens e interações entre eles, o que chamamos de multiverso. Uma nova era vem por aí e já aguardo ansiosa!

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