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Extravio de bagagens gera prejuízo de US$ 6,3 bilhões à aviação

O extravio de bagagens continua representando um dos maiores desafios financeiros para a aviação mundial. Em 2025, as companhias aéreas tiveram um prejuízo estimado em US$ 6,3 bilhões com malas perdidas, atrasadas ou danificadas, valor equivalente a cerca de 15% do lucro total da indústria aérea no período.

Os dados são da 20ª edição do relatório Baggage IT Insights, da SITA, empresa especializada em tecnologia para o setor de transporte aéreo.

Apesar do impacto bilionário, o estudo mostra que a gestão de bagagens apresentou avanços importantes. A taxa de extravio caiu 23% em relação ao ano anterior, chegando a 4,9 ocorrências por mil passageiros — o melhor resultado desde o início da pandemia. O número total de bagagens extraviadas também diminuiu 19%, passando para cerca de 24 milhões de unidades, mesmo com o aumento do fluxo de viajantes pelo mundo.

Em 2025, aproximadamente 5 bilhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo, ante 4,8 bilhões registrados em 2024, demonstrando que o setor conseguiu melhorar seus indicadores mesmo diante da maior demanda.

O relatório também atualizou o custo médio de cada bagagem extraviada, que passou de US$ 150 para US$ 260, refletindo despesas com localização, transporte, atendimento ao cliente e indenizações. Considerando que o lucro líquido médio das companhias aéreas é de apenas US$ 8 por passageiro, uma única mala extraviada pode comprometer o lucro obtido com mais de 30 passageiros.

Na América do Sul, o custo médio por bagagem extraviada foi estimado em US$ 240, abaixo da média global. Já a taxa consolidada das Américas ficou em 5,6 ocorrências por mil passageiros.

Segundo a SITA, a redução dos extravios é resultado da adoção de novas tecnologias, como inteligência artificial, rastreamento em tempo real, compartilhamento de dados entre aeroportos e companhias aéreas, além de sistemas biométricos para o despacho de bagagens.

Entre os avanços destacados está a integração do recurso Find My, da Apple, ao sistema SITA WorldTracer, que reduziu em 90% os casos de perda definitiva de bagagens durante o primeiro ano de operação. A plataforma também passou a receber informações de localização do Find Hub, do Google.

Mesmo com os avanços, as conexões seguem sendo a principal causa dos problemas operacionais, respondendo por 39% dos casos de extravio registrados em 2025. A expectativa da SITA é que os investimentos em inteligência artificial e rastreamento continuem crescendo nos próximos anos, reduzindo ainda mais as perdas e oferecendo maior segurança aos passageiros.

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