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Duas estreias, duas grandes surpresas

Seguindo o calendário de estreias do mês, tive a oportunidade de ver duas das novidades da semana passada: A Morte de Robin Hood e O Fim da Rua. Foi uma surpresa atrás da outra! Eu gosto de ir assistir aos filmes sem ver completamente os trailers, para não criar expectativas erradas. Coisa que não adianta de nada, porque é claro que eu espero alguma coisa deles.

A começar por A Morte de Robin Hood. Pelo próprio nome, já esperava ver o ladrão dos ricos doando o apurado para os pobres. Mas, como o filme fala sobre a morte dele, pensei que talvez seu último trabalho sairia pela culatra e “daria ruim” para ele. Finalmente alguém vingaria seus assaltos. Porém, o que o filme trouxe, em uma produção de alta qualidade, foi um Robin de um passado tão sangrento que fica difícil acreditar que seu coração amoleça. O filme tem um início e um meio tão violentos que o fim, mais terno, fica difícil de engolir.

Mesmo com a ótima performance de Hugh Jackman, sua tentativa de redenção não convence tanto. Bill Skarsgård está irreconhecível, igual a todos os seus últimos papéis, mas nos oferece muita performance, como sempre. O trabalho dos dois, juntamente com o da prioresa/freira e da pequena filha de Bill, nos entrega um excelente trabalho de elenco, em uma tentativa real de criar um filme de arte, e não uma diversão de entretenimento qualquer.

O diretor Michael Sarnoski teve uma baixa na carreira em 2021 com o filme Pig – A Vingança, mas se recuperou com o sucesso de Um Lugar Silencioso – Dia Um. Com esse trabalho, deve permanecer estável.

Já em O Fim da Rua, cuja sinopse nos deixa bem curiosos sobre qual é o fator de ficção científica que sustenta o suspense, o trailer acaba com toda a imaginação, entregando que o enredo tem a ver com dinossauros. Ainda bem que só vi o trailer depois de ter visto o filme. Assim, vivi toda a emoção e a tensão da novidade.

O filme é ótimo! A diversão é garantida, a nostalgia de ver tudo ambientado nos anos 1980 é muito bem realizada, os efeitos especiais são bons e tenha certeza de que é o melhor filme de dinossauros desde Jurassic Park 1, inclusive com algumas referências à franquia.

Sou suspeita para falar de Ewan McGregor, pois adoro os trabalhos dele e ele próprio. Anne Hathaway tem seus momentos de dar show de interpretação e outros em que parece não estar se importando. Fiquei muito feliz em ver P. J. Byrne e Emily Kuroda, velhos conhecidos, de volta a bons trabalhos.

E o diretor, David Robert Mitchell, só é conhecido pela turma dos filmes de terror por um longa de 2014 chamado Corrente do Mal e pouco por um filme que foi indicado a cinco prêmios, mas não ganhou nenhum: O Mistério de Silver Lake, de 2018, apesar de ter no elenco Andrew Garfield e Sydney Sweeney.

Agora, acredito que ele vai ficar conhecido por muita gente e ficará ainda mais em breve, quando lançar o filme Evergreen Pines and the Fading Summer, com Jim Carrey, ainda em produção.

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