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Japão prepara novas restrições para aluguéis de curta temporada em Tóquio

O Japão prepara novas restrições para os aluguéis de curta temporada em Shinjuku, um dos bairros mais movimentados de Tóquio. A proposta prevê limitar esse tipo de hospedagem em áreas residenciais e nas proximidades de escolas e espaços culturais, em uma tentativa de reduzir os impactos provocados pelo crescimento do turismo.

A mudança poderá afetar cerca de 2 mil dos 3.775 imóveis de curta duração registrados no distrito. Shinjuku concentra o maior número de propriedades desse tipo entre os bairros japoneses, e a quantidade de imóveis praticamente triplicou desde 2022.

Entre as principais queixas dos moradores estão descarte irregular de lixo, barulho, fumo em locais proibidos e invasão de propriedades. Mais de 1.300 reclamações foram registradas nos 12 meses encerrados em março.

A proposta surge em meio ao forte avanço do turismo internacional no país. O Japão recebeu um recorde de 42 milhões de visitantes estrangeiros no último ano e estabeleceu a meta de alcançar 60 milhões de turistas anuais até 2030.

O aumento da demanda, porém, também tem ampliado a pressão sobre áreas residenciais e destinos turísticos. Em Shinjuku, as autoridades avaliam que a fiscalização individual dos imóveis não foi suficiente para conter os problemas relatados pelos moradores.

Além de restringir a localização das hospedagens, o distrito estuda reduzir de 180 para 120 o número máximo de dias por ano em que imóveis residenciais poderão funcionar como hospedagem de curta duração. A proposta ainda será submetida a consulta pública antes da eventual aprovação.

Medida acompanha outras ações contra a superlotação

As discussões em Shinjuku seguem uma tendência adotada em outras regiões turísticas do Japão. Em Kyoto, por exemplo, imóveis de curta temporada localizados em áreas residenciais podem funcionar por no máximo 60 dias ao ano e apenas entre janeiro e março, período de menor movimento.

O país também vem adotando outras estratégias para administrar o crescimento do turismo, incluindo cobrança de acesso a determinadas atrações e limites de visitantes em locais que enfrentam problemas de superlotação.

No Monte Fuji, por exemplo, autoridades estabeleceram cobrança e limite diário de acesso em uma das principais rotas de subida.

Para os viajantes, as novas regras não representam o fim dos aluguéis de curta temporada em Tóquio, mas podem reduzir a oferta desse tipo de hospedagem em determinadas áreas.

Quem pretende visitar a capital japonesa deve verificar as regras vigentes e as condições do imóvel antes de realizar uma reserva, especialmente nos bairros que estudam novas restrições.

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