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Novos destinos entram no radar do turismo de aventura na Paraíba

O Encontro Paraibano de Turismo de Aventura (EPTA) iniciou uma série de visitas técnicas para identificar atrativos naturais, ouvir comunidades e conhecer locais que possam receber atividades de aventura e, futuramente, novas edições do evento.

O primeiro destino visitado nessa nova etapa foi a Serra do Catolé, em Gurinhém, no Agreste paraibano. A visita, realizada no sábado (26), buscou conhecer as características do território, seus atrativos e as possibilidades de estrutura para receber uma edição do EPTA em 2027.

A iniciativa faz parte da proposta de tornar o encontro itinerante e levar o projeto para diferentes regiões do estado. Entre os locais que já estão no radar da organização está a Serra Verde, em Ingá, além de outros destinos que apresentam formações naturais, trilhas, cachoeiras e áreas com potencial para atividades de aventura.

De acordo com Isnélia Rodrigues, responsável pelo EPTA, o objetivo é encontrar lugares que ainda são pouco explorados pelo turismo de aventura e, a partir do contato com as comunidades, avaliar como esses territórios podem ser preparados para receber visitantes.

“O objetivo é justamente desenvolver os lugares que têm potencial e são pouco explorados. Estamos mapeando. Iremos fazer uma outra visita à Serra Verde, no Ingá. Um dia, sonho em realizar uma edição especial lá na Pedra da Boca, em Araruna, mas, por enquanto, vamos seguir o propósito”, afirma.

A Pedra do Cruzeiro, em Pilões, foi o ponto de partida do projeto. Localizada em uma propriedade da organização, a área recebeu a primeira edição do encontro e também a segunda, período utilizado para estruturar a proposta e ampliar sua visibilidade.

“Porque a proposta do evento é ser itinerante. A Pedra do Cruzeiro, em Pilões, é dentro da nossa propriedade e fizemos um projeto piloto. A segunda edição também foi lá para nos estruturarmos e ganharmos visibilidade. Agora vamos alçar novos voos para alcançar outras regiões e levar o projeto por toda a Paraíba”, explica Isnélia.

Turismo de aventura e comunidades

O EPTA não pretende apenas reunir praticantes de esportes de aventura. A proposta também envolve conhecer os territórios, aproximar visitantes das comunidades e criar possibilidades de geração de renda a partir do turismo.

Para a organização, o mapeamento é uma etapa importante para identificar os recursos naturais e culturais de cada local e entender quais condições são necessárias para que eles possam receber atividades turísticas. A programação do encontro pode reunir camping, luau, trilhas, rapel, yoga, escalada, slackline e banho de cachoeira, além de workshops, oficinas, palestras, corrida de orientação e o Cine Montanha.

A ideia é que as atividades sejam adaptadas às características de cada território, respeitando os atrativos existentes e envolvendo moradores na construção das experiências.

Novos destinos no radar

Com a Serra do Catolé como primeiro ponto visitado nesta etapa, o mapeamento deve avançar para outros municípios paraibanos. Ingá está entre os próximos destinos previstos pela organização, com uma visita à Serra Verde. Cacimba de Dentro também aparece entre as possibilidades a serem avaliadas.

A Pedra da Boca, em Araruna, é outro destino citado por Isnélia como uma possibilidade para uma futura edição especial do encontro. O local já possui atividades relacionadas ao turismo de aventura e integra o conjunto de atrativos naturais que podem ser considerados pela organização.

A proposta, no entanto, vai além da escolha dos próximos endereços do EPTA. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre áreas com potencial para o turismo de aventura e entender, junto às comunidades, como esses lugares podem receber visitantes de forma planejada.

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